Precisamos de mais estatísticas sobre quilombolas diz UNFPA

A partir de 2020, a população quilombola poderá ganhar uma categoria no censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para ampliar o debate sobre os desafios particulares dessa comunidade, o organismo realizou nesta semana uma reunião inédita sobre o tema. Evento concluído nesta quarta-feira (20) contou com a participação do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Reunião debateu particularidades dos quilombolas, que poderão ser incluídos no próximo censo demográfico do IBGE. Foto: UNFPA

 

Reunião debateu particularidades dos quilombolas, que poderão ser incluídos no próximo censo demográfico do IBGE. Foto: UNFPA

A partir de 2020, a população quilombola poderá ganhar uma categoria no censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para ampliar o debate sobre os desafios particulares dessas comunidades, o organismo realizou nesta semana uma reunião inédita sobre o tema. Evento concluído nesta quarta-feira (20) contou com a participação do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

“A construção de um mundo menos desigual, prevista nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, passa pela produção de dados e informações sensíveis principalmente às populações em situação de maior vulnerabilidade”, defende o assessor para População e Desenvolvimento do UNFPA no Brasil, Vinícius Monteiro.

Para o especialista, a coleta de estatísticas sobre os quilombolas contribuirá significativamente para dar visibilidade a essas comunidades. Informações também servem para capacitar a sociedade civil e orientar a atuação do poder público no desenvolvimento de políticas específicas.

O diretor de pesquisas do IBGE, Cláudio Crespo, aposta na integração dos diferentes setores de produção de dados para futuras pesquisas com os quilombolas. “É importante que, internamente, as áreas do IBGE trabalhem de maneira conjunta para que, com outros parceiros, possamos avançar nesta discussão, tendo em vista o censo 2020”, ressaltou.

Atualmente, as comunidades quilombolas se autodenominam a partir de suas relações com o território ocupado e a ancestralidade negra ligada a ex-escravizados que criaram esses espaços de resistência.

De acordo com o Decreto 4887 de 2003, são considerados remanescentes dos quilombos os grupos étnico-raciais, segundo critérios de autoatribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida. Segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), há mais de 3 mil comunidades quilombolas no país.

 

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